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Tem tido uma
vida aos saltos?
[risos]
Carla Pinhão (CP):
Nem sempre. Quando fui para o Grecas comecei
a correr meio fundo. Depois o meu treinador
viu que eu tinha mais qualidades para as
barreiras. Entretanto passei das barreiras
para os saltos, primeiro em comprimento
depois para o triplo salto. No primeiro ano
de juvenil fiz 11,14 metros o que era a
melhor marca nacional daquele escalão.
Depois fui evoluindo.
Como é que
uma menina de nove anos vai parar ao
atletismo?
CP: Já corria
muito quando andava na escola primária,
principalmente em provas de atletismo da
aldeia. Depois, como o meu tio fazia parte
da direcção do Grecas, e viu que eu tinha
algumas aptidões físicas, chamou-me para o
clube. Ao início fui por brincadeira. Nunca
pensei chegar tão longe. Mas agora…
Atletismo para sempre.
É uma paixão
o atletismo?
CP: Exacto.
O país tem
tido recentemente atletas a obter grandes
resultados em palcos internacionais. O
atletismo estará na moda?
CP: Infelizmente em
Portugal praticamente só se pensa em futebol
e esquece-se as outras modalidades onde o
país tem tido grandes resultados. Gostava de
dar os parabéns ao Nélson Évora [campeão
mundial de triplo salto], que já tive
oportunidade de conhecer. Ele pertence ao
Benfica e o Grecas, apesar de ser um clube
de aldeia, também faz parte dos melhores
clubes nacionais. Fazemos por isso o
apuramento e a final de clubes onde nos
encontramos de vez em quando. Ele é uma
pessoa humilde que trabalha imenso. Parabéns
para ele que merece este título.
A humildade e
o trabalho são os segredos dos campeões?
CP: Exactamente. Acho
que um atleta tem de ser sempre humilde. A
fama não deve subir à cabeça. Nunca nos
podemos esquecer de que vimos de baixo e que
ninguém começa lá em cima. Toda a gente tem
de trabalhar para chegar onde o Nélson
Évora, a Naide Gomes ou o Rui Silva
chegaram. Todos temos que trabalhar.
Como é o dia
a dia de um triplista?
CP: Eu trabalho
durante o dia até às sete. Depois treino até
às 21h30, isto todos os dias. Aos fins de
semana - praticamente todos - há
competições.
Não parece nada fácil saltar três vezes
antes de ‘aterrar’ na areia…
O triplo salto é considerado uma das
disciplinas mais difíceis de fazer do
atletismo. Tem de se fazer um hop (espécie
de pé coxinho), depois um step (uma passada
larga) e depois o jump que é o salto para a
areia. E com isto tem de se tentar chegar o
mais longe possível.
Há uma técnica própria
de corrida, os braços ajudam muito, há
muitos aspectos técnicos… |
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Nome: Carla Sofia Vieira Pinhão
Idade: 17 anos
Naturalidade: Salgueiro – Vagos
Clube: Grecas (Atleta desde os 9
anos)
Profissão: Cabeleireira
Palmarés
principal:
- Vice
campeã nacional de Triatlo (infantil)
- Campeã
nacional de estafetas
-
Vice-campeã nacional de salto em comprimento
- Campeã
Nacional Juvenil de Triplo salto (2007)
- 13ª no
Festival Olímpico da Juventude Europeia em
Belgrado (2007)
Próxima meta: Obter mínimos para o
Europeu de Juniores em 2009.
Sonho: ir aos jogos Olímpicos |